domingo, 16 de setembro de 2012

[Cafeína, por favor!] Traz uma cafeína para aliviar a minha dor...



Quando trouxe esta seção para o blog, pensei em diversos temas para iniciá-la, mas não imaginei que começaria falando de algo como o meu pequeno drama da semana (passada). Na terça-feira, no fim de tarde, eu e ele sofremos um acidente de moto... Nada grave. Porém, estou ainda com muitas dores (em diversos pontos) no meu pé e na perna, ambos do lado esquerdo.

Poderia ter sido pior? Poderia. Poderia se estivéssemos sem capacete e em alta velocidade. Mas para nossa sorte (nem sei bem se essa é a palavra certa), ele dirige bem e é muito atento no trânsito. Quando caímos, a moto já estava em processo de frenagem. Violenta, é verdade. E teve que ser, pois se não fosse, teríamos “beijado” (um eufemismo para abrandar a situação) a traseira do caminhão que fez uma parada brusca antes de dobrar numa rua à direita. Sem mencionar o fato de que o motorista “deu sinal” praticamente em cima da rua em que ia entrar.

Íamos até o banco pagar algumas contas. Nada de pressa. Estávamos em uma das avenidas mais movimentadas do nosso bairro a uns 40 km/h no lado direito da pista. Pouco antes da esquina em que o caminhou dobrou havia um Corsa Sedan estacionado a menos de um metro. Razão pela qual o motorista do caminhão fez a manobra com dificuldade, ocasionando o nosso acidente. Depois da nossa freada súbita, a moto perdeu o equilíbrio e esta caiu para o lado esquerdo “esmagando” (um pequeno exagero aqui) a minha perna esquerda. Sério. Foi exatamente isso que senti na hora. Aliás, eu senti um medo danado de que quando visse a minha perna, ela estivesse quebrada.

Ele conseguiu escapulir da moto primeiro do que eu, que fiquei presa, gritando “tira isso de cima de mim... tira isso de cima de mim!!!”. Só pensava que viria um ônibus, sei lá... um carro qualquer e me levaria junto. E ele desesperado... tentando me tirar debaixo da moto e o povo só olhando. É triste. As pessoas conseguem mesmo ser “úteis” diante da desgraça alheia. Por sorte, algumas almas boas apareceram – depois que ele todo arrebentado já tinha me levado nos braços até a calçada e eu lá... sentada, chorando e com o pé sangrando  – para me oferecer água e perguntar se estava tudo bem.

A polícia militar surgiu não sei de onde na mesma hora e um cara com uma câmera fotográfica também perguntando se eu tinha quebrado algo. O motorista do caminhão ao menos veio ver se estava tudo bem e se ofereceu para me levar ao hospital. Mas o dono (ou dona) do carro mal estacionado na avenida – que com certeza devia estar por perto – nem deu as caras por lá. Compreensível. Iria ouvir muito de mim. Despachamos o dono do caminhão, afinal, de acordo com as leis de trânsito, culpa ele não teve e os prejuízos foram apenas nossos com a moto: raladuras no tanque e espelho esquerdo quebrado. Só?! Só, pois, como disse antes, a queda da bendita foi amortecida por nós dois.

Eu não quebrei nenhum osso sequer. Ainda bem! Apenas sofri contusões na perna e no pé, além de algumas escoriações. Ele além das escoriações e contusões, sofreu uma queimadura de segundo grau na panturrilha, quando esta apenas encostou no motor da moto. Mas o ponto alto da minha indignação não foi o acidente que poderia ter sido evitado, se aquele carro não estivesse estacionado de forma indevida, se... se... se... O que me deixou com mais raiva foi o hospital público em que fui atendida.

Depois do acidente, fui com ele até o hospital público do bairro para uma avaliação de urgência. Primeiro que quase não fui atendida por não ter o tal cartão do SUS. Segundo que não fizeram o exame de raio X da minha perna porque o aparelho estava quebrado. Resultado: injeção na bunda, receitinha básica e vai pra casa. Na quarta, eu iria até outro local para um exame, mas fiquei tão sonolenta o dia todo que dormi tanto e nem vi o dia passar.

Sem exame, sem atestado, sem nada... Trabalhei seguido a quinta, a sexta e o sábado... e o meu pé ficou no “incha-desincha”. Já não dói mais no local que doía antes. E hoje amanheceu doendo um dos nervos na altura do tornozelo, de modo que não consigo nem pôr o pé no chão direito. E agora? Agora, só mais uma dose com cafeína, por favor, para aliviar a minha dor... e indignação.

4 comentários:

  1. Realmente é de se indignar mesmo. O sensei perguntou por você e seu marido, pois vocês não apareceram mais. Melhoras para você e seu marido!!!

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    1. Odeio faltar aulas, mas infelizmente o trabalho tem me obrigado a isso. Obrigada pelos votos de melhora! Beijos!

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  2. Nana,
    Que chato isso. Melhoras pra vocês e procure um medico para acompanhar o machucado! não é bom subestimar essas coisas sabe.

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    1. Eu estou tomando uma medicação (a da imagem) para inibir a dor. Algumas pessoas dizem que devo ir ao médico (de novo), outras dizem que não precisa, pois o inchaço no pé é devido a contusão ter sido numa articulação; e que o médico não mandaria colocar gesso, pois há escoriações no local. Eu tinha planos de procurar um médico hoje. Em todo o caso, muito obrigada pela força e pelo conselho!

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