sábado, 24 de janeiro de 2015

[Fora da Caixa] Shogun Strategy Board Game (2006, Queen Games)

Nesta edição do “Fora da Caixa” trago (finalmente!) os detalhes de Shogun ~ 将軍 (não confundir com o Shōgun de 1986, que foi relançado 1995 como Samurai Swords e novamente em 2011 como Ikusa), jogo de tabuleiro projetado por Dirk Henn e publicado pela Queen Games em 2006. Esse jogo foi adicionado à nossa coleção no início do ano passado.
Shogun é um jogo de estratégia que se utiliza da mecânica de ação, movimentação, controle de área, expansão territorial etc. Para quem já jogou War (variação brasileira de Risk) e está familiarizado com jogos no estilo guerra, provavelmente não terá dificuldade em jogá-lo. Shogun, porém, está muito mais voltado para o gerenciamento de recursos do que para a guerra em si, apesar de haver os eventos de batalha. Além disso, por ter uma mecânica um pouco mais complexa que a de War, demanda-se um pouco mais de tempo para compreender a sistemática do jogo. Neste post vou me limitar a falar apenas do conteúdo da jogo, deixando minhas impressões sobre o mesmo para outro texto.
A caixa

Gostei bastante das ilustrações e das cores utilizadas no design da caixa. Ela traz todas as informações básicas: idiomas, pequena descrição do jogo, uma visão geral do tabuleiro e das peças, classificação indicativa de idade mínima para jogadores, tempo médio de jogo e quantidade de jogadores. Os idiomas dos manuais que acompanham o jogo estão claramente especificados com bandeiras: inglês, francês, holandês e alemão. Ela também fornece uma amostra das personagens históricas retratadas no jogo: clãs Takeda, Mori, Tokugawa, Uesugi e Oda.













O tabuleiro


A primeira visão que temos ao abrirmos a caixa é a do tabuleiro grande com o mapa (e também trilhas, tabela etc.), base para as jogadas coletivas (disposição de cartas e fichas e distribuição e movimentação das peças). O tabuleiro é impresso com mapas em ambos os lados com um símbolo para cada um: um sol e uma lua. Cada um apresenta configurações diferentes (distribuição de área), mantendo apenas a quantidade de regiões (cinco, identificada por cores) e em cada região, a mesma quantidade de províncias internas (nove).





Manuais e folhetos


A seguir, visualizamos os manuais, impressos do tipo “dois em um” e os folhetos com regras simplificadas (quatro, um para cada idioma especificado acima), tabelas com sugestões para distribuição das províncias (configuração para jogadores principiantes - setup) e descrição de cada uma das doze cartas de evento.




Cartela com as fichas


Na sequência estão, numa cartela única, as 122 fichas (vales, tickets) de papelão (material excelente) coloridas, destacáveis e impressas em ambos os lados. São 42 marcadores de revolta (fichas na cor verde com um desenho de um camponês revoltado) e 80 vales-construção: 28 representações de castelos (cor amarela), 26 de templos (cor laranja) e 26 para teatros Nō (cor azul).










Daimyō Boards


Abaixo encontramos os cinco tabuleiros menores para jogadas individuais. Cada um é designado para um Daimyō, cada qual será utilizado por um jogador diferente. Os tabuleiros menores também são impressos em ambos os lados. As personagens são: Mori Motonari (líder do Clã Mori), Uesugi Kenshin (líder do Clã Uesugi), Takeda Shingen (líder do Clã Takeda), Tokugawa Ieyasu (líder-fundador do Clã Tokugawa, descendente do Clã Matsudaira) e Hashiba Hideyoshi (aka. Toyotomi Hideyoshi, líder do Clã Oda, sucessor de Oda Nobunaga).




De um lado se tem a representação de cada Daimyō, seu nome e data de nascimento e morte, símbolo representativo do clã na cor correspondente aos cubos de madeira utilizados no jogo como exército e uma ilustração para as diferentes configurações (2-3-4-5) dos exércitos nas províncias. No outro lado, há onze espaços para planejamento estratégico. Dez deles são utilizados para colocar cartas de província, as quais o jogador deseja realizar a ação designada no pequeno tabuleiro. E à esquerda, um para a carta de lance (representando baús na quantidade 0 a 5 que o jogador terá que pagar) que dependendo do valor da aposta e da concorrência garante uma carta especial e a posição de jogada em cada turno (ao todo são oito). Em ambos os lados, na parte inferior foram impressas tabelas com os respectivos valores de coleta (impostos e arroz) e máximo de construções permitidas em cada uma das províncias.



Torre de batalha, cartas e peças


Os outros itens do jogo são revelados simultaneamente: 395 peças de madeira, 110 cartasuma torre de batalha

As 395 peças de madeira podem ser diferenciadas por seu tamanho e cor. As peças menores são em maior quantidade: ao todo são 330 cubos – 62 cubos pretos, 62 azuis, 62 vermelhos, 62 roxos, 62 amarelos (representando os exércitos de cada Daimyō) e 20 cubos verdes (representando agricultores). As maiores são diferenciadas por seu formato. São 55 baús (tesouro de guerra): 35 na cor amadeirada (cada um tem valor = 1) e 20 na cor laranja (cada um tem valor = 5); 5 marcadores de pontos de vitória (em formato circular, com um para cada cor de exército, para usar na trilha de pontuação) e 5 marcadores de arroz (em formato circular, mas com espessura menor, sendo um para cada cor de exército, a ser usado na trilha do arroz).






As cartas ao todo são 110. Elas vêm em dois conjuntos, cada um dentro de um saquinho plástico (descartável). Aliás, é altamente recomendado comprar card sleeves – protetores plásticos para cartas. A princípio, tive um pouco de dificuldade para diferenciar as cartas, pois elas vêm todas juntas em dois blocos dando a impressão de que são apenas de dois tipos, quando na verdade são seis tipos diferentes: 53 cartas de província (em quantidade maior do que as províncias, pois algumas delas têm duas cartas, uma para cada lado do tabuleiro), 25 cartas de tesouro de guerra (para as apostas), 5 cartas especiais de iniciativa, 10 cartas de ação, 12 cartas de evento e 5 cartas Daimyō.






torre de batalha  é constituída de três partes: a parte superior (plástico transparente), na qual se joga os cubinhos de madeira durante as “batalhas”; a torre propriamente dita (de papelão bem resistente), com um design interno diferenciado que dificulta a passagem dos cubos; e a parte inferior (plástico transparente), na qual os cubos, que conseguiram passar pela torre, caem. A torre  é facilmente montável e também desmontável.





Por fim, há um suporte verde de plástico a ser utilizado durante o jogo para separação das peças. No fundo da caixa resta ainda uma base plástica para encaixe dos itens torre, cartas e demais peças de madeira, sem utilidade adicional. 


As cartas e peças vêm misturadas e demanda-se boa parte do tempo a separá-las antes do jogo. Então, eu recomendo fortemente a compra de containers, caixas compartimentadas (aquelas para guardar itens de costura), ou saquinhos de tecido com corda ou de plástico do tipo zip para armazenamento das peças separadamente, pois facilita bastante a organização e agiliza na hora de separar as peças para jogar. Em outra postagem, eu falo melhor sobre setup, regras e a minha experiência com o jogo.

Darth Vader de olho nas pecinhas

"Mamãe também quero brincar!"

Até a próxima!
Nana

2 comentários:

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