sexta-feira, 7 de agosto de 2015

[話しましょう。。。] Vamos falar sobre... Dragon Ball?


Esta ainda não é a resenha prometida, mas é uma prévia para ela. Atualmente, Dragon Ball está sendo publicado no Brasil, pela editora Panini Comic, mas como se sabe não é a primeira vez que o mangá é publicado no país. Então, vamos relembrar um pouco a história de Dragon Ball?

Um pouco sobre Dragon Ball
Dragon Ball (ドラゴンボール, lê-se Doragon Bōru) é o nome de uma franquia – com mangá, animes, filmes, jogos de videogame e de cartas, figures etc. – originada a partir do mangá homônimo criado por Akira Toriyama (Toriyama Akira ~鳥山 ) em 1984. Neste texto, vou me ater apenas ao produto cultural principal que deu origem aos demais: o mangá.

Classificado como uma história de aventura, ação (artes marciais), fantasia, e uma boa dose de comédia (e evoluindo depois para drama também) o mangá, que teve ao todo 519 capítulos distribuídos em 42 volumes (nesta conta não entra Dragon Ball Super), foi publicado primeiramente na revista semanal de mangás da Shueisha, a Weekly Shōnen Jump – revista cuja temática de seu conteúdo é voltada para o público masculino jovem, isto é, para o público-alvo denominado “shōnen” – de 1984 a 1995.

Para criar Dragon Ball, Toriyama se inspirou em um clássico romance mitológico chinês: “Jornada ao Oeste” (西遊記) do escritor Wu Chengen, portanto, o mangá contém referências claras a elementos da mitologia chinesa. Nesse romance, é contada uma lenda chinesa de Sun Wukong – que na versão japonesa é Son Gokū, mesmo nome da personagem central do mangá de Toriyama –, o Rei Macaco, detentor de poderes incríveis, sendo extremamente forte e veloz.

Contudo, a referência a elementos da cultura chinesa não para por aí. Inclusive, já no primeiro capítulo, nota-se que o nome dado às esferas do Dragão é em chinês. E claro, o próprio nome do Dragão, Shenlong, é de origem chinesa também.

Histórico de publicação do mangá no Brasil
A primeira editora a se aventurar na publicação do mangá Dragon Ball no Brasil foi a Conrad entre dezembro de 2000 e outubro de 2003, apesar de anteriormente, na década de 90, a editora Abril ter sido a primeira editora brasileira a publicar material quadrinizado – foram quatro mini séries mensais no estilo movie books) relacionado ao universo de Dragon Ball.

A publicação da Conrad, o mangá – publicado quinzenalmente e totalizando 83 volumes em formato meio-tanko, que corresponde, aproximadamente, à metade de um volume normal (tankōbon) japonês –, foi dividido em dois títulos, seguindo os nomes das duas séries principais: os primeiros 32 volumes sendo Dragon Ball e outros 51, Dragon Ball Z, com algumas cenas censuradas.

Posteriormente, em 2005, a Conrad começou a publicar a edição definitiva baseada na Kanzenban japonesa que contém 34 volumes, mas interrompeu a publicação, em 2009, no volume de número 16. O diferencial dessa edição é, sobretudo, a qualidade do material e a existência de páginas internas coloridas, além da inclusão de artes inéditas.

Para decepção de muitos colecionadores, em 2011, a Conrad anunciou que não voltaria a publicar os volumes restantes da edição definitiva, por divergências com Shueisha. A Panini, então, anuncia em dezembro do mesmo ano a aquisição do título com a sua publicação para o ano seguinte.

Infelizmente para alguns que queriam a continuação da edição definitiva da Conrad, e felizmente para quem queria colecionar desde o começo (eu aqui!), a Panini Comics/Planet Manga lançou o mangá com uma periodicidade mensal, em formato 13,7 x 20cm e com 194 páginas por edição, o equivalente ao tankōbon japonês.

Minha coleção de mangás Dragon Ball
Quando o mangá foi anunciado pela Panini em 2012, eu tive um daqueles meus momentos de euforia: “quero!”, “necessito!”, “preciso!”. Apesar de já ter, na época, planos de adquirir a Kanzenban japonesa (para dar de presente ao meu marido), eu queria ter a coleção do mangá em português para poder ler, pois de Dragon Ball eu só tinha visto o anime mesmo. Eu ainda tive um período de quase desistência da coleção e até disponibilizei os primeiros seis volumes à venda (ainda lacrados), mas não apareceu nenhum comprador. Ainda bem, pois eu teria me arrependido de ter vendido esses mangás.

Não é uma coleção grandiooooosa. Eu diria até que chega a ser decepcionante quando você olha para a edição de luxo japonesa e volta a olhar para a da Panini, meu deus... Sério, o papel podia ser melhor, mesmo com um preço um pouquinho mais elevado. Dragon Ball merecia! Apesar disso, as capas dessa edição estão incríveis! E as lombadas, embora apresentem falhas e/ou alinhamento irregular, estão bem bonitinhas. Separadas, hein! Porque juntas é visualmente horrível! A intenção era que ficasse assim (clique aqui para ver modelo da lombada de uma das edições tankōbon japonesas).  O tema como se pode ver (conf. foto abaixo) não fica alinhado. Agora, reparem na perfeição da lombada da coleção kanzenban (japonesa) na última foto. É realmente espetacular!

Apesar de ter começado a coleção no início da publicação, eu só comecei a ler o mangá agora e, inclusive, ainda tenho vários volumes lacrados ~ XD. Estou conseguindo manter minha rotina de leituras, então, acho que talvez eu avance bastante nos volumes de Dragon Ball neste ano.



Na próxima postagem, trago a primeira parte da resenha com minha análise sobre os aspectos gráficos do mangá. Não percam!

~Nana~

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